Gestora do Theatro Municipal de SP tenta renovar contrato – 14/04/2026 – Ilustrada

Gestora do Theatro Municipal de SP tenta renovar contrato - 14/04/2026 - Ilustrada

A organização social Sustenidos, atual gestora do Theatro Municipal de São Paulo, vai concorrer novamente ao edital para a gestão do equipamento cultural.

Tanto o Tribunal de Contas do Município quanto a gestão Ricardo Nunes (MDB) pediram que a atual gestão da Sustenidos fosse rompida. A OS, porém, segue à frente do teatro. Também participa do certame o Instituto Bacarelli. Serão somente duas concorrentes.

O Bacarelli assumiu em 2022 a gestão de 12 unidades dos Centros Educacionais Unificados, os CEUs, por meio de contrato com a prefeitura da capital paulista. Em 2024, a instituição iniciou a construção do Teatro Baccarelli, em Heliópolis.

O anúncio das concorrentes do novo edital de gestão do Theatro Municipal ocorreu na manhã desta terça (14), no prédio da Praça das Artes, centro da capital paulista.

São ao todo R$ 663 milhões num contrato de 60 meses para a vencedora do certame. O resultado deve sair no fim de maio.

Para críticos da gestão da Sustenidos, sua direção artística é orientada por pautas ligadas à esquerda. Vereadores conservadores, aliados a Nunes, se posicionaram contra a administradora, por uma suposta doutrinação ideológica no teatro.

O Instituto Bacarelli, concorrente da Sustenidos, tem como superintendente Hélio Ferraz, que substituiu Mário Frias (PL-SP) na chefia da então Secretaria Especial da Cultura, no fim do governo Jair Bolsonaro (PL).

Foram meses de turbulência que antecederam a sessão de abertura dos envelopes das concorrentes —três impugnações, três meses de atraso, dois funcionários suspensos, uma ordem do Tribunal de Contas para suspender o edital e a anulação da nomeação de dois integrantes da comissão de avaliação da Fundação Theatro Municipal de São Paulo.

O edital havia sido publicado inicialmente em dezembro, mas no mesmo mês o Tribunal de Contas do Município suspendeu o certame, após o texto sofrer uma série de críticas.

Entre os pontos levantados pelo TCM, estavam a falta de fundamentação técnica para o valor do contrato de R$ 663 milhões, critérios de julgamento “pouco objetivos e metodologicamente inconsistentes”, redução expressiva das metas artísticas sem justificativa técnica, entre outros.

O atual contrato com a gestora da fundação vai até o final de maio, mas a gestão Nunes já tentava romper o acordo com a Sustenidos desde setembro do ano passado.

Nunes tomou a decisão de romper com a Sustenidos porque a organização social não demitiu um funcionário que compartilhou postagem no Instagram dizendo que o influenciador trumpista Charles Kirk era nazista. O funcionário chegou a ser afastado temporariamente pela OS.

Nesse meio tempo, um músico da Orquestra Sinfônica Municipal foi afastado após ter criticado, na internet, a produção da ópera “Macbeth”, que esteve em cartaz no ano passado. Em suas redes sociais, ele chamou a montagem de “destruição da ópera e da música clássica no TMSP.”

Só que antes, em 2023, o Tribunal de Contas já havia aprovado por unanimidade uma recomendação de que a Fundação Theatro Municipal realizasse novo edital para a escolha de uma organização social de cultura para gerir o teatro, para a substituição da Sustenidos.

O novo edital foi enfim publicado em março e foi impugnado três vezes. Enviaram impugnações o Sindicato Dos Músicos Profissionais no Estado de São Paulo – Sindmussp, a Associação dos Músicos Instrumentistas do Theatro Municipal de São Paulo – Amithem, além da própria Sustenidos.



Fonte ==> Folha SP

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