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A aprovação da semaglutida nacional pela Anvisa intensificou a competição de preços no mercado de canetas emagrecedoras no Brasil.
A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, anunciou uma redução de 35% nos preços de seus combos de tirzepatida, com novos valores disponíveis em farmácias e online.
O pacote com duas caixas de 2,5 mg e 5 mg agora custa R$ 2.250, enquanto o kit de 10 mg sai por R$ 4,6 mil.
O Mounjaro se tornou o medicamento mais vendido do mundo, mas seu alto custo ainda limita o acesso a clientes com menor poder aquisitivo.
A EMS lançará a semaglutida Ozivy, com preços a partir de R$ 452. A Eurofarma já lançou uma caneta mais barata, feita pela Novo Nordisk. A dinamarquesa também reduziu o preço do Ozempic.
A Anvisa analisa 17 novos pedidos de registro, indicando que a competição deve aumentar ainda mais. O mercado de canetas emagrecedoras no Brasil deve movimentar R$ 15,6 bilhões em 2026.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do registro da primeira semaglutida nacional, no fim de maio, que será produzida pela EMS, acirrou a guerra pela queda do preço das canetas emagrecedoras no mercado brasileiro.
Agora, a líder do mercado, a americana Eli Lilly, dona do Mounjaro, caneta análoga ao GLP-1 à base de tirzepatida, considerada mais eficiente que a semaglutida, resolveu entrar na guerra.
A partir desta sexta-feira, 12 de junho, a empresa passou a oferecer um programa de descontos, para comprar de “combos”, que chegam a 35% de redução. Os novos valores estarão disponíveis tanto nas farmácias quanto no canal online.
No pacote com uma caixa da caneta de 2,5 mg e uma de 5 mg, que até então custava R$ 3,4 mil, agora passa a sair por R$ 2.250, uma redução acima de R$ 1,1 mil.
No plano com a dosagem de 10 mg, o kit com duas caixas vai custar R$ 4,6 mil, um desconto de R$ 2,6 mil sobre o preço original da mesma quantidade.
No mês passado, o Mounjaro se tornou o medicamento mais vendido do mundo, superando o remédio para câncer Keytruda, da farmacêutica Merck, com faturamento global de US$ 8,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
Ainda que seja a caneta emagrecedora mais procurada no varejo farmacêutico, o alto custo vinha sendo apontado como uma barreira de entra para clientes com um poder aquisito um pouco menor, que vinham optando por opções mais em conta.
A iniciativa da Eli Lilly ocorre poucos dias antes a chegada nas drogarias do Ozivy, a semaglutida fabricada pela EMS. A nova caneta da companhia liderada pela família Sanchez estará no mercado a partir de segunda-feira, 15 de junho.
A empresa anunciou também um plano de benefícios para quem aderir ao programa de descontos e se cadastrar no site da companhia. O valor do produto será de R$ 452, na caixa com uma caneta.
Para o tratamento de três meses, o valor será de R$ 863,23, com duas caixas de 1mg cada. O custo mensal, neste caso, fica em R$ 287. A partir do quarto mês, passa a custar R$ 498.
Em abril, o NeoFeed contou que a Eurofarma passaria a ser responsável pela comercialização da caneta Poviztra e Extensior, produzidas pela dinamarquesa Novo Nordisk – também dona do Ozempic e Wegovy.
A ideia era justamente ter uma linha mais barata do que o Ozempic, mas com a garantia de ser fabricada pela mesma empresa. O plano de descontos da Eurofarma é de R$ 599 por duas caixas de Poviztra, uma de 0,25 mg e outra de 0,5 mg. Dessa forma, cada uma sai por R$ 299,50.
A própria Novo Nordisk reduziu o preço da caneta, logo que a Eli Lilly entrou no mercado nacional, em junho do ano passado. Hoje, o Ozempic sai por menos de R$ 1 mil.
Agora, a tendência é que esta competição pelo paciente fique ainda mais forte a partir de chegada de novos players. A Anvisa analisa 17 pedidos de registros de canetas emagrecedoras no Brasil.
O NeoFeed revelou que a próxima da fila é a Ávita Care, que tem trabalhado para que sua aprovação saia ainda em junho. A empresa representa no Brasil a farmacêutica europeia Adalvo, de Malta, que irá produzir a caneta nas fábricas da China e Canadá.
O plano da Ávita é de, no mesmo modelo da Eurofarma e Novo Nordisk, repassar a comercialização da caneta para a suíça Sandoz, presidida no Brasil por Isabella Wanderley, que já foi CEO da Novo Nordisk no país.
O mercado de canetas emagrecedoras no Brasil para 2026 deve movimentar R$ 15,6 bilhões, 50% acima dos R$ 10 bilhões registrados no ano passado.
Procurada pelo NeoFeed, a Eli Lilly confirmou o pacote de descontos e informou que as informações já estão disponíveis na plataforma do programa Lilly Melhor Para Você.
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Fonte ==> NEOFEED