Lula 4: Todos os homens e mulheres do presidente

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Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito para seu quarto mandato, busca reformular seu governo, com destaque para o vice-presidente Geraldo Alckmin, que pode assumir um papel central, possivelmente como ministro da Fazenda. Essa mudança visa aproximar-se da centro-direita e do setor financeiro, após críticas ao governo anterior.

Alckmin, que já foi ministro e intensificou contatos com empresários, é visto como um aliado estratégico. Outros nomes, como Camilo Santana e Fernando Haddad, também podem retornar ao governo. Lula planeja criar um Ministério da Segurança Pública para enfrentar o aumento da violência.

Há uma necessidade de redimensionar a equipe ministerial, especialmente diante de um Congresso mais conservador. Ministros atuais, como Dario Durigan e Bruno Moretti, ainda não têm garantias de permanência. O governo também deve considerar a realocação de parlamentares derrotados nas eleições, como João Campos e ex-ministros que não se reelegeram.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Brasília – Reeleito pela segunda vez na história, desta vez após uma surpreendente virada no segundo turno das eleições, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao quarto mandato presidencial precisando rever a trajetória de seu governo, a começar pelo seu ministério. E é aí que o vice-presidente Geraldo Alckmin deverá ter um papel mais central, até eventualmente como ministro da Fazenda.

Já durante a campanha eleitoral do segundo turno, Lula havia sinalizado nos bastidores que Alckmin provavelmente terá mais espaço no governo, em uma estratégia clara de fazer um aceno mais assertivo à centro-direita e ao coração financeiro do país, onde o mercado sempre foi um ferrenho crítico de seus governos, sobretudo do terceiro.

Se não for na Fazenda, ainda assim Alckmin poderá exercer alguma função relevante no governo Lula 4, com a missão de dialogar mais com o chamado “PIB”, em referência a empresários e aos principais setores da economia brasileira, conta um aliado do governo.

Durante o terceiro mandato de Lula, Alckmin acumulou a vice-presidência com o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pasta muito ligada à pauta do comércio exterior. E teve papel direto na interlocução com o governo americano nas negociações para reverter o tarifaço do governo dos Estados Unidos.

Não à toa, durante a campanha, em especial na corrida do segundo turno, o vice também intensificou o contato com industriais e empresários de São Paulo, seu reduto político e estado que governou por quatro vezes.

Lula tem uma gratidão muito grande a Alckmin pela inusitada aliança em 2022, que mobilizou uma frente ampla de partidos e lideranças políticas em torno da eleição do petista, derrotando o então presidente Jair Bolsonaro (PL) — pai de Flávio Bolsonaro (PL) e hoje preso, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Hoje, no PSB, Alckmin é muito próximo e aliado de primeira hora de Lula. Mas, curiosamente, o político paulista já foi adversário político direto de Lula por vários anos, nos tempos do PSDB, tendo inclusive amargado uma derrota para o petista nas eleições presidenciais de 2006. Ele também disputou a Presidência em 2018, quando Bolsonaro foi eleito.

Além de Alckmin, outros nomes que ocuparam ministérios no terceiro mandato de Lula também podem retornar, com algum protagonismo. Vide Camilo Santana, ex-ministro da Educação, que teve papel decisivo na coordenação da campanha do petista no segundo turno.

Outro nome é Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, cuja volta ao governo também não é descartada, pela grande lealdade de Lula a ele — Haddad foi derrotado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa ao governo de São Paulo nas últimas eleições.

Outro aceno que Lula pretende dar em seu último mandato presidencial — ele fará 85 anos em 2030 — seria a criação do Ministério da Segurança Pública. O presidente até declarou recentemente já ter um nome em mente para ocupar o posto, mas ainda não revelou quem.

A nova pasta, à qual o próprio Lula resistiu durante o atual mandato, seria uma forma de responder ao crescimento do crime organizado no Brasil e combater de maneira mais estruturada e direta o problema da violência no país, que constantemente encabeça as listas de maiores preocupações do brasileiro.

Apesar de ainda não haver nada decidido em razão da ressaca do período eleitoral, que demandou um esforço maior do entorno do petista para reelegê-lo, já há um diagnóstico interno de que o governo Lula 3 foi bastante “apagado” em relação à maioria de sua equipe de ministros e de que precisa “redimensionar” o seu time na Esplanada dos Ministérios.

A leitura também é a de que muitos ministros tiveram, na volta de Lula ao poder, em 2023, passagens sem expressão ou brilho que, em muitos momentos, atrapalharam a comunicação dos feitos do governo, na visão de fontes do Executivo.

Outra avaliação é a de que ministérios novos, criados na atual administração para dialogar com bases importantes, como as pastas das Mulheres, dos Povos Indígenas e da Igualdade Racial, não tiveram atuação destacada.

Nesse contexto, fontes do entorno do presidente Lula avaliam que será preciso recompor o governo, especialmente num momento em que a governabilidade será ainda mais colocada à prova diante de um Congresso Nacional mais conservador, no qual o PL (partido da família Bolsonaro) terá a maior bancada na Câmara e no Senado, a partir de 2027.

Mesmo neófitos do governo Lula 3, que têm agradado ao presidente, como os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), por enquanto ainda não estão garantidos em seus cargos. De perfil técnico, ainda não está descartado que eles deixem de ser titulares de suas pastas, mas também podem assumir cargos importantes de assessoria no governo, conta uma fonte.

Secretário executivo na gestão de Haddad na Fazenda, Durigan acabou se tornando porta-voz econômico da campanha lulista, no meio da campanha. Quem respondia no início do período eleitoral pela área era José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e que coordenou o programa de governo do candidato petista em 2026.

Moretti já foi apontado como um possível nome também para o Ministério de Minas e Energia, caso o atual titular, Alexandre Silveira, saia em favor da pretendida renovação no corpo de ministros. Ele esteve à frente das principais medidas para a contenção dos preços dos combustíveis em função da elevação das cotações globais do petróleo por conta da guerra no Irã.

Outra preocupação no novo governo de Lula também seria realocar ministros e parlamentares que saíram derrotados nas eleições de 2026. Um dos principais nomes lembrados pelo entorno do presidente é o de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e presidente nacional do PSB — partido de Alckmin.

Reconhecido por sua atuação nas redes sociais, apesar da tímida presença da esquerda nos meios digitais, Campos é filho do falecido Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, mas perdeu este ano a disputa eleitoral ao governo do seu estado para a governadora Raquel Lyra (PSD), agora reeleita.

É o caso das ex-ministras do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), e do Planejamento, Simone Tebet (MDB), que não conseguiram se eleger senadoras em São Paulo, e do ex-ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), que perdeu a eleição na tentativa de voltar ao governo de Alagoas.

O MDB de Renan Filho e Tebet, aliás, é um partido que deve rediscutir sua relação no governo Lula 4. Durante o atual governo, o Ministério dos Transportes entrou na cota do partido no Senado e o das Cidades, na cota do partido na Câmara — com o ex-ministro Jader Filho (MDB).

Jader, reeleito deputado federal pelo Pará, é irmão de Helder Barbalho (MDB), ex-governador paraense, eleito agora senador pelo estado e importante aliado de Lula que também pode ter atuação no novo governo, ainda que apenas na base governista no Congresso.

Outros aliados que podem ser lembrados na formação do renovado ministério de Lula, mesmo que apenas para serem consultados sobre indicações para postos no governo, seriam os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), atual líder do governo no Congresso, e Renan Calheiros (MDB-AL). Ambos não conseguiram se reeleger em outubro.



Fonte ==> NEOFEED

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