MERCADO DE AÇÕES

Lula dobra aposta contra a inadimplência
Após o fracasso da primeira edição do Desenrola, lançada em julho de 2023 — que, segundo dados do Banco Central (BC), gerou R$ 1,15 em novas dívidas para cada R$ 1 negociado —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dobra a aposta em uma jogada desesperada para reverter a impopularidade e conquistar votos de devedores: nesta segunda (4), lançou nova versão do programa de renegociação de dívidas. O número total de inadimplentes – pessoas com dívidas não pagas há mais de 90 dias – no cadastro do Serasa aumentou em 9 milhões, chegando a aproximadamente 80 milhões em março de 2026, o que corresponde a mais de metade da população adulta brasileira. O valor total das dívidas chega a R$ 557 bilhões. Desse total, 47,5% são com bancos, administradoras de cartão de crédito e financeiras. Somente no sistema financeiro, a inadimplência das pessoas físicas na carteira de recursos à livre disposição das instituições chegou a 7% do total em março de 2026. Esse patamar representa 1,3 ponto percentual acima do registrado em março de 2025. Segundo o BC, era a primeira vez desde 2012 que se registrava esse nível. Apesar de o problema ter piorado sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a gestão petista tenta se isentar de responsabilidade, atribuindo à administração anterior, de Jair Bolsonaro, e às bets o recorde de endividamento. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os juros bancários atingiram o maior nível em nove anos. Um estudo da FIA Business School em parceria com o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar) mostra que os sites de aposta online, autorizados na gestão do ex-presidente e regulamentados pelo atual governo, pesam mais no endividamento das famílias do que os juros e o crédito. Outro estudo, realizado pelo banco Daycoval, mostra que os juros e o endividamento consomem o aumento do rendimento médio dos brasileiros. Ao mesmo tempo em que atribui a crise a fatores externos, o governo aposta novamente na fórmula de renegociação de dívidas sem atacar as causas estruturais, porque essa abordagem incentiva a inadimplência e tende a piorar a situação do trabalhador. Na avaliação do governo, o programa Desenrola Brasil auxiliou 15 milhões de brasileiros a renegociar R$ 58 bilhões em dívidas. Dados do BC mostram que, para cada R$ 1 negociado na primeira versão da iniciativa, foram gerados R$ 1,15 em novas dívidas. Por isso, antes mesmo do Desenrola 2.0, a autoridade monetária lançou novas regras para o relacionamento entre bancos e endividados. Com popularidade pressionada, governo recorre ao Desenrola 2.0 Entre outras medidas do chamado “kit reeleição”, o Desenrola 2.0 tem uma razão de ser: porque a perda do poder de compra é mais sentida pelo eleitorado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além da alta dos alimentos, o endividamento pesa diretamente nessa equação. Segundo dados do BC, cerca de 49% da renda das famílias está comprometida com o pagamento de dívidas. Consequentemente, isso agrava a pressão sobre o governo. Nesse cenário, o crescimento do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas acendeu o alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende buscar a reeleição. No último levantamento de intenções de voto divulgado pela AtlasIntel em 28 de abril, Flávio permanece tecnicamente empatado com Lula no segundo turno, com 47,5% e 47,8% dos votos, respectivamente. Gastos públicos elevam juros e pressionam famílias O descontrole dos gastos públicos eleva os juros para financiar a dívida pública, pressionando as famílias com endividamento elevado e tornando a iniciativa de renegociação uma medida paliativa que não resolve a conexão entre fragilidade fiscal e juros altos. Como mostrou a Gazeta do Povo, as causas do endividamento da população são estruturais, e o governo tem contribuído para agravar esse quadro, pois adota políticas fiscais expansionistas, com subsídios, benefícios e crédito direcionado, o que exige resposta mais dura da política monetária. O descontrole dos gastos públicos leva à fragilidade fiscal, com déficits recorrentes, muitas vezes aliviados por manobras contábeis. Como consequência, a dívida pública cresceu para 80,1% em março, o maior nível desde o início da série histórica — as estimativas são de que chegue a 93,6% até 2030, segundo o boletim Focus do BC. Para financiá-la, o governo precisa elevar os juros pagos sobre seus títulos, o que pressiona a inflação e ajuda a manter os juros em patamar elevado. O economista Claudio Shikida, professor do Ibmec e especialista do Instituto Millenium, um think tank liberal, afirma que, não por coincidência, o Desenrola 2.0 voltou em contexto de competição presidencial acirrada. Segundo Shikida, facilitar a renegociação de dívidas é, em si, uma medida válida. O problema reside na forma como o governo conduz essa renegociação e como ela se articula com outras políticas governamentais — o que torna a equação mais complexa. Shikida afirma que a administração federal sinaliza para a sociedade, como fez no passado, que “gasto é vida”. “Por sua parte, o governo também gasta mais do que arrecada e não parece tão preocupado com isso, ainda mais em ano eleitoral, quando pode, na pior das hipóteses, jogar a batata quente para um eventual opositor vitorioso”, comenta Shikida. Governo aposta em consumo e nega impacto inflacionário Durante o lançamento do Desenrola 2.0, o presidente Lula afirmou, ao se referir aos endividados, que eles, junto ao governo, deveriam cuidar da dívida com muito carinho para que possam continuar consumindo. No mesmo evento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que a iniciativa sirva para estimular o consumo e, portanto, aumentar a pressão inflacionária, contribuindo para a manutenção da taxa de juros em patamares elevados. Questionado pela imprensa sobre versões futuras da medida, Durigan também descartou essa possibilidade. Segundo Durigan, a iniciativa foi desenhada a partir de um diagnóstico do endividamento. O ministro da Fazenda, contudo, não abordou os resultados obtidos com a primeira versão do programa, tampouco explicou o aumento do endividamento ocorrido nos quase três anos que separam as duas edições do Desenrola Brasil. A Gazeta do Povo questionou o

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