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A BlackRock alcançou US$ 15,3 trilhões em ativos sob gestão no segundo trimestre, um aumento de US$ 2,8 trilhões em relação ao ano anterior e de US$ 1,45 trilhão no trimestre. A valorização de US$ 1,28 trilhão foi impulsionada principalmente pela renda variável, que contribuiu com US$ 1,17 trilhão.
Os ETFs da gestora registraram US$ 178 bilhões em captação líquida, com destaque para os ETFs de ações e renda fixa. A receita total da BlackRock foi de US$ 7,1 bilhões, alta de 31% em relação ao ano anterior, e o lucro líquido cresceu 20%, alcançando US$ 1,9 bilhão. As ações da BlackRock subiram 6,87% após a divulgação dos resultados.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Enquanto os mercados globais seguem preocupados com inflação e juros elevados mais altos em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, a maior gestora de recursos do mundo segue empilhando recorde sobre recorde.
Em resultado do segundo trimestre divulgado na manhã de quarta-feira, 15 de julho, a BlackRock informou ter atingido US$ 15,3 trilhões em ativos sob gestão — o maior volume já administrado por uma única gestora na história, equivalente a 6,7 vezes o PIB brasileiro e à metade do PIB americano.
O volume sob gestão representa um crescimento de US$ 2,8 trilhões em relação ao mesmo período do ano passado e de US$ 1,45 trilhão no trimestre. A maior parte dessa expansão trimestral veio da valorização de US$ 1,28 trilhão da própria carteira — o maior ganho trimestral da companhia desde o primeiro trimestre de 2021, quando os mercados viviam a forte recuperação pós-pandemia.
A valorização foi puxada quase integralmente pela renda variável. Em um trimestre em que as bolsas americanas subiram mais de 10% entre abril e junho, as carteiras de ações da BlackRock tiveram apreciação de US$ 1,17 trilhão e responderam por 91% do ganho de mercado total.
A renda fixa contribuiu com US$ 32 bilhões, e os multi-assets, com US$ 110 bilhões. Na outra ponta, os ativos digitais foram o único destaque negativo, com queda de US$ 8,7 bilhões puxada pela desvalorização do bitcoin.
Outra parte do crescimento veio da captação líquida dos fundos da gestora. A principal porta de entrada foram os ETFs, que registraram US$ 178 bilhões em inflows no trimestre.
Os ETFs de ações da BlackRock, referência mundial no segmento, levantaram US$ 110 bilhões. Mas o destaque em termos proporcionais ficou com os ETFs de renda fixa, que captaram US$ 66 bilhões — o maior volume já registrado pela companhia nesta categoria em um único trimestre.
O montante representa 5,4% do volume dos ETFs de renda fixa no início do segundo trimestre, categoria que chegou ao fim do período com US$ 1,3 trilhão, já considerando a valorização da classe.
Nos últimos 12 meses, os ETFs de renda fixa da BlackRock captaram US$ 210 bilhões, ficando atrás apenas dos US$ 400 bilhões dos ETFs de ações, que encerraram o segundo trimestre com US$ 4,7 trilhões sob gestão.
O fator renda fixa
O desempenho da BlackRock em renda fixa não é um fenômeno isolado, em um cenário de juros elevados e volatilidade persistente nas bolsas.
Dados mais recentes da Morningstar mostram que maio de 2026 foi um mês histórico para a indústria americana, com fundos de renda fixa tributáveis registrando captação recorde de US$ 96 bilhões no mês e apenas o segmento de high yield registrando saídas.
Principal fonte de faturamento da BlackRock, a receita com ETFs cresceu 38% no trimestre, impulsionada pelo maior volume sob gestão, chegando a US$ 2,6 bilhões. Os ETFs de ações responderam por US$ 1,99 bilhão do total e os ETFs de renda fixa, por US$ 443 milhões.
A receita com clientes de varejo chegou a US$ 1,3 bilhão, alta de 28% ano a ano, e a gestão ativa institucional gerou US$ 1,18 bilhão no trimestre, crescimento de 19%.
Um destaque à parte ficou com as performance fees, que saltaram 224%, de US$ 94 milhões para US$ 305 milhões, impulsionadas pelos fundos de mercados privados após a aquisição da gestora de crédito HPS.
No consolidado, a receita total da BlackRock somou US$ 7,1 bilhões no trimestre, alta de 31% sobre o mesmo período do ano passado. O lucro operacional cresceu 42%, para US$ 2,5 bilhões, com margem operacional ajustada de 45,9% — a mais alta em quase cinco anos. O lucro líquido ficou em US$ 1,9 bilhão, crescimento de 20% ano a ano, com lucro por ação ajustado de US$ 13,91.
Os investidores reagiram positivamente aos números. Na abertura da Bolsa de Nova York na quarta, 15, as ações da BlackRock dispararam e, por volta das 9h43, no horário local, os papéis subiam 6,87%, negociados a US$ 1.096,41.
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Fonte ==> NEOFEED