Quase quatro anos após fraude bilionária, Americanas sai da recuperação judicial

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A Americanas saiu oficialmente da recuperação judicial em 19 de outubro, após a 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro reconhecer o cumprimento das obrigações do plano aprovado pelos credores. A decisão ocorreu poucos dias após a Justiça Federal aceitar a denúncia do Ministério Público contra 12 ex-executivos da empresa, que se tornaram réus por fraude contábil revelada em 2023.

A recuperação judicial foi solicitada pela companhia em março, após a revelação de inconsistências contábeis estimadas em R$ 20 bilhões, levando a investigações e à troca de administração. Desde então, a empresa reestruturou suas finanças, acumulando um ganho operacional de R$ 500 milhões nos últimos dois anos.

Com a saída do processo, a Americanas opera sem supervisão judicial, mantendo foco em sua rede de mais de 1.400 lojas e categorias de giro rápido. A investigação concluiu que o esquema envolvia ocultação de operações financeiras e manipulação de receitas.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Americanas saiu oficialmente da recuperação judicial nesta segunda-feira, 19 de outubro. A decisão foi proferida pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que encerrou o processo após reconhecer o cumprimento das obrigações previstas no plano aprovado pelos credores.

O marco ocorre poucos dias depois de outro desdobramento relevante na história recente da companhia. Em 16 de outubro, a Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra 12 ex-executivos da varejista, que passaram à condição de réus no processo que apura a fraude contábil revelada em 2023.

O encerramento da recuperação judicial havia sido solicitado pela própria companhia em março deste ano. A decisão da 4ª Vara Empresarial acolheu o pedido após manifestações favoráveis do Ministério Público e do administrador judicial, concluindo que as metas e obrigações estabelecidas no plano de recuperação foram cumpridas.

A saída do processo coloca um ponto final em uma das etapas mais relevantes da crise iniciada em janeiro de 2023, quando a Americanas informou ao mercado inconsistências contábeis que posteriormente seriam estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. A revelação levou à troca da administração, abriu investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal e resultou no pedido de recuperação judicial da empresa com dívidas de mais de R$ 40 bilhões.

Desde então, a companhia promoveu uma reestruturação financeira e operacional. Segundo dados divulgados pela empresa, a Americanas acumulou ganho operacional de aproximadamente R$ 500 milhões nos últimos dois anos. No primeiro semestre de 2026, as vendas nas mesmas lojas avançaram 9,3%, enquanto a receita bruta por metro quadrado cresceu 10,3%.

O plano de recuperação judicial foi aprovado por 91% dos credores e serviu de base para a renegociação de passivos e reorganização da estrutura de capital da companhia. Com o encerramento do processo, a empresa passa a operar sem a supervisão judicial prevista no regime de recuperação.

A estratégia atual da varejista permanece concentrada na operação física. A companhia encerra a recuperação judicial com uma rede de mais de 1.400 lojas e mantém o foco em categorias de giro rápido e conveniência.

Da descoberta do rombo à saída da recuperação

A cronologia da crise começou em janeiro de 2023, quando o então presidente-executivo Sérgio Rial informou a existência de inconsistências contábeis relacionadas principalmente a operações de risco sacado. A partir dali, a empresa entrou em recuperação judicial enquanto autoridades iniciavam investigações sobre a origem dos números apresentados ao mercado.

As apurações da Polícia Federal e do MPF concluíram que o esquema envolvia a ocultação de operações financeiras e o registro de receitas que não refletiam a realidade da companhia. Em março de 2025, o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra ex-integrantes da administração da empresa.

Na semana passada, a 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia. Entre os réus está o ex-CEO Miguel Gutierrez, apontado pelos investigadores como líder do esquema. Os acusados responderão por crimes como associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Parte deles também foi denunciada por uso de informação privilegiada.

Também estão entre os réus Anna Saicali, José Timótheo de Barros, Anna Christina Sotero, Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Pi

A Americanas sustenta que foi vítima de uma fraude praticada por ex-executivos e afirma colaborar com as autoridades para responsabilização dos envolvidos.



Fonte ==> NEOFEED

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