EXCLUSIVO: Em conjunto com Vinci Compass, Verde Asset estreia em infraestrutura e busca R$ 1 bilhão

EXCLUSIVO: Em conjunto com Vinci Compass, Verde Asset estreia em infraestrutura e busca R$ 1 bilhão

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A Verde Asset e a Vinci Compass lançaram o fundo Vinci Verde Infra, o primeiro fruto da sociedade formada após a Vinci adquirir 50,1% da Verde.

Este fundo, isento de impostos, investe majoritariamente em debêntures de infraestrutura, com uma abordagem multimercado. A gestão da frente de crédito será feita pela Vinci, enquanto a Verde focará no mercado de juros. Os gestores destacam a colaboração produtiva entre as equipes, que buscam sinergias, apesar de manterem suas operações separadas.

O fundo deve ter pelo menos 67% alocado em debêntures de infraestrutura após 180 dias e 85% após dois anos. Com um mês de vida, o portfólio está sendo concentrado em debêntures tradicionais e FIDCs. Os gestores esperam que as originações próprias da Vinci ofereçam um diferencial em um cenário de spreads comprimidos.

O fundo será distribuído em breve em plataformas de investimentos e as gestoras continuam explorando novas oportunidades de fundos conjuntos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Sócias desde o fim do ano passado, a Verde Asset e a Vinci Compass acabam de lançar o primeiro fundo que terá gestão compartilhada entre duas das maiores gestoras do país.

Para a estreia do modelo, que deve ser seguido em futuros fundos da casa, a escolha foi por um produto isento de impostos, com investimentos majoritariamente em debêntures de infraestrutura, mas com uma “pitada” de multimercados.  A expectativa é captar R$ 1 bilhão no médio prazo.

Em entrevista exclusiva ao NeoFeed, os gestores contaram detalhes da estratégia. “Queremos trazer o melhor dos dois mundos: com carrego do mercado de crédito e a possibilidade de um retorno diferenciado por meio das estratégias de multimercado”, diz Gustavo Cortes, sócio e diretor de private credit da Vinci Compass.

Nomeado Vinci Verde Infra, o fundo é o primeiro de infraestrutura com participação da gestora criada por Luis Stuhlberger. Toda a gestão da frente de crédito, no entanto, será feita pela Vinci, que já possui R$ 3 bilhões nessa estratégia, enquanto a equipe da Verde terá foco no mercado de juros.

“A ideia é cada um focar na sua competência-chave. Do nosso lado, o foco é aproveitar as oportunidades usando o pré-fixado, NTN-B e os derivativos de uma maneira inteligente. É uma colaboração superprodutiva porque não tem um pisando no calo do outro”, afirma Luiz Parreiras, sócio e gestor da estratégia de fundos multimercados da Verde Asset.

Estratégias envolvendo o mercado de ações, corriqueiras em multimercados da Verde, não serão incluídas neste fundo, segundo Parreiras, enquanto a visão para o mercado de câmbio deverá ser expressa via posições em juros. “São mercados normalmente bastante interligados.”

As duas gestoras fazem parte de um mesmo grupo, após a Vinci comprar 50,1% da Verde no fim do ano passado por R$ 46,8 milhões e mais uma parte em ações. O acordo prevê ainda compra da totalidade da empresa em cinco anos, por até R$ 127,4 milhões, a depender do atingimento de determinadas metas.

As equipes de Verde e Vinci seguem separadas, mas buscando cada vez mais uma aproximação, com interações online frequentes e ambos os times comerciais buscando potenciais sinergias.

Até setembro de 2025, data do último balanço publicado, a Vinci Compass tinha R$ 316 bilhões sob gestão e assessoria. Suas principais exposições são nos mercados de private equity, real estate e crédito. A Verde, por sua vez, é uma das principais referências em multimercados no país, com cerca de R$ 15 bilhões sob gestão.

Mas, nos últimos tempos, por conta da sangria dos fundos multimercados, que perderam R$ 790 bilhões em quatro anos, a gestora de Stuhlberger começou a diversificar sua atuação. A Verde Asset entrou em crédito e abriu, em 2024, uma casa para atuar na área de incentivados, com fundos imobiliários e de agronegócio, a Verde Agro & Imobiliário.

A ideia do primeiro fundo em conjunto, recordam os gestores, partiu de uma provocação de um grande banco ao time comercial da Vinci. “Naquele momento, eu e o Gustavo nem nos conhecíamos ainda. Mas nos provocaram e, conversando internamente, vimos que o produto era uma boa ideia”, diz Parreiras.

Por ser isento de impostos, o fundo precisa ter pelo menos 67% alocado em debêntures de infraestrutura após 180 dias e 85% depois de dois anos. Mas, com apenas um mês de vida, Cortes tem aproveitado a maior flexibilidade para concentrar o portfólio em debêntures tradicionais e FIDCs de crédito consignado, que estão com spreads de crédito mais altos.

“Ainda temos uma pista para trabalhar e ir alocando gradualmente”, diz ele.

Com o fundo mais maduro, Cortes espera que, além do componente multimercado, as originações próprias da Vinci sejam um diferencial em meio ao cenário de spreads comprimidos.

“Quando abordamos diretamente uma companhia, estruturamos a dívida e ficamos com 100% da emissão, não tem os fees intermediários que o mercado cobra, então o retorno é mais alto.”

Embora veja as debêntures de infraestrutura com spreads mais baixos, Cortes não vê espaço para uma forte abertura neste ano, devido à necessidade de enquadramento dos fundos criados nos últimos dois anos.

“Ao que tudo indica, o mercado primário não vai suprir 100% da demanda. Então, eu diria que vai continuar tendo uma pressão de demanda que tende a manter esses spreads relativamente estáveis. Mas deverão ter novas oportunidades, tanto no primário quanto no secundário.”

Na parte de multimercados, Parreiras avalia que as curvas de juros estão bem precificadas, com o mercado apostando em uma queda de 280 basis points até o fim do ciclo de cortes da taxa Selic, hoje em 15%.

“É uma zona justa. Então, não estamos com risco direcional. Mas o mundo está muito volátil. Nossa cabeça hoje é ser bastante oportunista em relação a esses choques para potencialmente montar posições aplicadas, em juros pré ou jurps real.”

Como tem menos de seis meses, ainda não pode ser divulgado o breve histórico de performance das cotas. Mas, segundo Cortes, o produto deve ser mais volátil que um fundo de infraestrutura clássico, porém com menos altos e baixos que um multimercado. Destinado ao público geral, o fundo deverá ser distribuído em breve em plataformas de investimentos.

A Vinci e a Verde seguem explorando novas oportunidades de fundos conjuntos. “Nossos times comerciais têm conversado com clientes, parceiros e pensado em oportunidades que podemos atacar. Mas o Vinci Verde Infra ainda tem uma pista enorme para crescer.”



Fonte ==> NEOFEED

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