Caos nas contas públicas pode levar Brasil a uma crise de crédito

A combinação de dívida pública crescente, juros elevados e famílias e empresas pressionadas pelo custo do crédito coloca o Brasil sob risco de uma crise de financiamento no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Economistas ouvidos pela Gazeta do Povo alertam que, sem um ajuste fiscal capaz de conter o endividamento e recuperar a confiança dos investidores, os bancos podem restringir empréstimos e dificultar a rolagem de dívidas.

O temor é que a continuidade da atual política econômica agrave um quadro já marcado pelo alto comprometimento da renda das famílias e pelas dificuldades das empresas para obter financiamentos. Na prática, uma crise de crédito pode significar juros ainda mais altos para quem precisa financiar um carro ou uma casa, além de menos recursos disponíveis para empresas manterem suas atividades e investirem.

Para o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, a reeleição de Lula representa a continuidade de uma política que, nos últimos quatro anos, levou ao aumento da dívida pública, do déficit fiscal e do endividamento das famílias e do próprio governo.