Escritora transforma livros em experiências multimídia e une literatura, música e redes sociais em universo narrativo próprio

Autora gaúcha Angélica Rizzi aposta em romances, literatura infantojuvenil, playlists e canções autorais para ampliar a experiência dos leitores

Em um mercado editorial cada vez mais conectado às novas formas de consumo cultural, a escritora, jornalista, cantora e compositora Angélica Rizzi vem chamando atenção por transformar seus livros em experiências que ultrapassam as páginas impressas.

Com 21 livros publicados, três discos lançados e uma trajetória consolidada nas áreas da literatura, música e produção cultural, a autora gaúcha construiu um universo criativo próprio, no qual personagens, canções, redes sociais e conteúdos digitais dialogam entre si para proporcionar uma experiência mais imersiva aos leitores.

As obras mais recentes da autora, os romances “Grande Amore” e “Cabeça de Princesa”, publicados em 2025 pela Editora Viseu, exploram temas contemporâneos relacionados ao universo feminino, aos relacionamentos e aos processos de transformação pessoal.

Em “Grande Amore”, a protagonista Márcia enfrenta os desafios da menopausa, o desgaste de um casamento e o desejo de reconstruir a própria identidade. A narrativa aborda temas como liberdade, maturidade emocional e recomeços, acompanhados por referências musicais que ajudam a construir a atmosfera afetiva da obra.

Já “Cabeça de Princesa” apresenta Maria Almodóvar, uma jornalista que enfrenta o chamado “dating burnout” — o esgotamento provocado pelos aplicativos de relacionamento. A trama se desenvolve por meio de cartas, reflexões e encontros com João, um sexólogo cadeirante, propondo discussões sobre amor, inclusão, afeto e conexões humanas para além dos estereótipos.

Mas é na integração entre literatura e música que Angélica Rizzi encontra uma de suas principais marcas autorais.

Cantora e compositora premiada, a autora utiliza seu canal no YouTube e plataformas digitais para disponibilizar trilhas sonoras relacionadas às obras. Os leitores têm acesso a playlists exclusivas compostas por músicas autorais e releituras que dialogam diretamente com os sentimentos e conflitos vividos pelos personagens.

A proposta transforma a leitura em uma experiência multimídia, na qual texto, música e emoção caminham juntos.

A mesma lógica também está presente em projetos voltados ao público infantil e juvenil. O livro “Minha Escola do Coração”, por exemplo, foi concebido como uma obra transmídia, reunindo narrativa literária, conteúdos em redes sociais e playlists complementares, ampliando as possibilidades de interação com crianças, adolescentes, educadores e famílias.

A versatilidade criativa de Angélica Rizzi é resultado de uma trajetória construída entre o jornalismo, a música, o teatro, a filosofia e a produção cultural. Em diferentes formatos, sua obra mantém uma característica comum: o incentivo à reflexão, ao diálogo e à construção de experiências sensíveis por meio da arte.

Reconhecida também na música, Angélica recebeu o Prêmio Açorianos de Música como Melhor Intérprete Pop (2016-2017) pela canção “Se Somos Nós”, versão da música “Pronta Entrega”, da banda argentina Vírus.

Ao unir literatura, música e tecnologia em uma mesma narrativa, a autora aposta em um modelo de produção cultural que acompanha as transformações do comportamento dos leitores contemporâneos, sem abrir mão da força das histórias e da experiência afetiva proporcionada pelos livros.

Sobre Angélica Rizzi

Jornalista, escritora, cantora, compositora, produtora cultural e editora, Angélica Rizzi possui 21 livros publicados e três discos lançados. É fundadora da Angélica Rizzi Edições e desenvolve projetos que integram literatura, música e experiências digitais para públicos de diferentes faixas etárias.

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