Jornalista de São Paulo, com atuação em Belém, participou da articulação de apoiadores na reta final do segundo turno, em movimento nacional impulsionado pelo deputado André Janones
A mobilização digital que ganhou força nas últimas semanas da eleição presidencial de 2026 também contou com a participação de apoiadores no Pará. Entre eles está o jornalista Edmilson Mendes, de São Paulo e com atuação profissional em Belém, que atuou na articulação de grupos, na organização de voluntários e na circulação de conteúdos favoráveis à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A participação de Edmilson se intensificou no segundo turno, quando a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) levou as campanhas a ampliar suas estratégias de comunicação e mobilização. Foi nesse período que o chamado Exército do Lula, movimento digital organizado pelo deputado federal André Janones, ganhou projeção nacional.
Criado no WhatsApp, o canal passou a reunir milhões de participantes e a orientar ações de engajamento nas redes sociais. A proposta era estimular a participação dos apoiadores na campanha, ampliar o alcance das mensagens e manter a militância mobilizada até o dia da votação.
No Pará, Edmilson participou desse esforço por meio de atividades de articulação digital, mobilização de voluntários, distribuição de materiais e interlocução com apoiadores e lideranças políticas. Sua atuação esteve ligada à organização da participação de eleitores na campanha, especialmente na reta final da disputa presidencial.

Mobilização no segundo turno
O segundo turno trouxe um desafio adicional para a campanha de Lula. Embora o Pará apresentasse uma base eleitoral favorável ao presidente, ampliar a votação exigia manter os apoiadores engajados e alcançar eleitores que não haviam participado da primeira etapa da eleição ou ainda estavam indecisos.
Nesse contexto, as redes sociais assumiram um papel importante na circulação de informações de campanha e na conexão entre apoiadores de diferentes localidades.
Para articuladores como Edmilson, a mobilização envolveu acompanhar o ritmo acelerado das publicações, organizar a distribuição de conteúdos e estimular a participação de pessoas que atuavam voluntariamente na campanha.
O trabalho se desenvolveu em paralelo à expansão nacional do Exército do Lula, que se tornou uma das iniciativas digitais de maior visibilidade do segundo turno. A movimentação também chamou a atenção da Justiça Eleitoral e provocou debates sobre os limites da atuação política organizada nas plataformas digitais.
A vitória de Lula, confirmada em 25 de outubro, encerrou uma disputa presidencial marcada pela intensa participação das redes sociais. O presidente foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Articulação política depois das urnas
Com o encerramento da campanha, a discussão entre apoiadores passa a envolver a continuidade das redes de mobilização construídas durante o período eleitoral.
Edmilson defende que a experiência de articulação digital não se limite às eleições e que os contatos estabelecidos durante a campanha possam contribuir para a organização política e o fortalecimento do PT no Pará.
A perspectiva é preservar a comunicação entre apoiadores e lideranças, mantendo espaços de diálogo e participação política na região Norte.
Para o jornalista, a experiência do segundo turno também evidenciou a importância da atuação regional em movimentos de alcance nacional. A mobilização realizada a partir de Belém e de municípios da região metropolitana, como Barcarena, mostra como as ferramentas digitais permitem que apoiadores distantes dos grandes centros políticos participem das discussões e iniciativas de uma campanha presidencial.
A trajetória de Edmilson nessa mobilização se insere, assim, em uma transformação mais ampla da atividade política brasileira: a ampliação das redes de participação digital e a crescente importância de articuladores locais na organização de movimentos nacionais.

