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A Engie Brasil protocolou um pedido de registro para uma oferta primária de ações junto à CVM, com potencial de captar até R$ 10,5 bilhões, incluindo um lote adicional. A oferta envolverá 178.718.109 ações ordinárias, com preço a ser definido em 14 de julho.
A captação será utilizada para financiar a aquisição de 40% da usina hidrelétrica de Jirau e para fortalecer a estrutura de capital da empresa.
Além disso, a Engie anunciou uma oferta pública de debêntures simples no valor de R$ 700 milhões, destinados à recomposição do capital de giro e ao financiamento do plano de negócios.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
Uma das referências no mercado de energia renovável, a Engie Brasil anunciou nesta segunda-feira, 6 de julho, que protocolou um pedido de registro de uma oferta primária de ações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Segundo a companhia, subsidiária da francesa Engie, o follow on envolverá 178.718.109 ações ordinárias e poderá incluir um lote adicional de 147.976.807 ações a serem emitidas nesse processo pela empresa para atender uma eventual demanda adicional.
Sob esses termos e levando-se em conta o preço de R$ 32,14 do papel no pregão da última sexta-feira, 3 de julho, a oferta inicial poderá captar até R$ 5,74 bilhões. E, com o eventual acréscimo da fatia adicional, ao patamar de até R$ 10,5 bilhões.
O preço da ação só será definido, no entanto, no próximo dia 14 de julho. A oferta terá como coordenadores Itaú BBA, Santander, Bradesco BBI, BTG Pactual e Morgan Stanley, e também envolverá esforços de colocação no exterior.
Como parte desse processo, a Engie informou que, do total captado, R$ 5,74 bilhões serão integralizados com a fatia de 40% detida atualmente pela Engie Brasil Participações Ltda (EBP), sua controladora, na usina hidrelétrica de Jirau.
A empresa ressaltou ainda que, deduzido o montante incluído nesse compromisso, os recursos líquidos captados na oferta serão usados para fortalecer e otimizar a sua estrutura de capital.
Ao mesmo tempo, a Engie também anunciou a aprovação da realização de uma oferta pública de distribuição de debêntures simples, não conversíveis em ações, em duas séries, no valor total de R$ 700 milhões.
Esses recursos captados na emissão de debêntures serão destinados, por sua vez, à recomposição do capital de giro e ao financiamento da implementação do plano de negócios da companhia.
Apesar de adicionar um ativo de grande escala, com capacidade instalada de 3.750 megawatts, a aquisição da Usina de Jirau, inicialmente pela EBP, vinha sendo questionada justamente pelos valores envolvidos na operação, acima das estimativas do mercado.
Agora, além de financiar e viabilizar a aquisição dessa fatia de 40% da EBP na Jirau Energia, que tem ainda como sócios a AXIA Energia e a Mitsui, o follow on abre caminho para que a Engie consiga reduzir a alavancagem da sua operação.
No balanço do primeiro trimestre de 2026, a companhia reportou que sua alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda, recuou de 3,3 vezes, no fim de 2025, para 3,2 vezes. O patamar ainda está bem acima, porém, dos seus níveis históricos.
Ao mesmo tempo, a aquisição de Jirau vai ao encontro do plano da Engie de reforçar os investimentos em hidrelétricas, que hoje respondem por cerca de 70% da capacidade de energia gerada pela empresa, e nas linhas de transmissão, que somam 3.205 quilômetros no País.
Em entrevista recente ao NeoFeed, Eduardo Sattamini, CEO da empresa, ressaltou que a crise do setor elétrico gerada pela sobreoferta de energia renovável, o que tem implicado nos cortes de produção de usinas eólicas e solares, estava levando a companhia a reposicionar seu portfólio.
“A Engie não deve investir em nova capacidade intermitente até termos uma visibilidade de que o sistema precisa dessa energia”, afirmou o executivo. Na oportunidade, ele também comentou sobre a transação envolvendo a hidrelétrica de Jirau.
“A vantagem para nós é que a transferência dos 40% da usina de Jirau para a Engie Brasil elevaria a participação hidrelétrica o portfólio da empresa de 62% para 75%, tornando os resultados mais resilientes”, disse. “Jirau agrega bastante porque a concessão vai até 2047, ampliando o tempo de vida útil desse ativo”.
Ao protocolar o pedido para o follow on, a Engie Brasil vai trazer novos dígitos para essas ofertas no mercado brasileiro de capitais. Em 2026, Moura Dubeux, Azul, Banco Pine e Pague Menos já recorreram a esse expediente.
Na última sexta-feira, ainda nesse balcão, a ISA Energia informou que está avaliando a possibilidade de realizar um follow on que pode movimentar aproximadamente R$ 650 milhões.
As ações da Engie Brasil registravam ligeira alta de 0,40% por volta das 11h15 na B3, cotadas a R$ 32,27. No ano, os papéis acumulam alta de 2,8%, avaliando a companhia em R$ 36,8 bilhões.
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Fonte ==> NEOFEED