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As ações da Ambev subiam mais de 16% na tarde desta terça-feira, 5, após a divulgação do resultado do primeiro trimestre. A valorização é a maior da história da companhia em um único pregão, superando a alta de 15,5% registrada em março de 2004.
A companhia reportou lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, 7% acima do consenso, e receita de R$ 22,46 bilhões, alta de 8,1% na comparação anual. O Ebitda ajustado avançou 10,1%, para R$ 7,55 bilhões. O principal destaque foi o volume, que ficou praticamente estável, com alta de 0,1%, após sucessivas quedas. Na divisão Cervejaria Brasil, o avanço foi de 1,2%.
Analistas destacam o controle de custos e a melhora na dinâmica competitiva, com reajustes de preços abrindo espaço para ganhos de margem. Apesar do otimismo, parte do mercado mantém cautela. Empiricus e BofA seguem neutros, citando múltiplos elevados e preocupação com custos. Já o BTG Pactual afirmou que pode revisar a tese após o balanço.
* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed
As ações da Ambev sobem mais de 16% na tarde desta terça-feira, 5 de maio, com investidores repercutindo positivamente o resultado do primeiro trimestre da companhia. A valorização caminha para ser a maior da história da empresa em um único pregão, superando a alta de 15,5%, em março de 2004.
A Ambev apresentou lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, 7% acima do consenso, enquanto a receita foi de R$ 22,46 bilhões, 8,1% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado teve um salto de 10,1%, para R$ 7,55 bilhões.
Mas o maior destaque veio dos volumes entregues, que ficaram praticamente estáveis, com alta de 0,1%, depois de sucessivas quedas. Na divisão Cervejaria Brasil, em que a Ambev vinha sofrendo com o aumento da competição nos últimos anos, o volume teve alta de 1,2%.
O otimismo com a companhia também é explicado pelo controle de preços em relação à concorrência. Neste ano, destacou Wagner, a Heineken repassou aumento de preços pela primeira vez antes da Ambev, dando gordura para o grupo brasileiro fazer o reajuste e ganhar margem para os próximos trimestres.
“É uma leitura de que o posicionamento competitivo dela já está mais azeitado. Essa mudança na dinâmica de preços é algo que, realmente, pode levar a uma virada de chave”, afirma Wagner.
Mesmo com volumes praticamente estáveis e pressões inflacionárias atreladas à alta do petróleo, a Ambev conseguiu uma ligeira queda nos custos dos produtos vendidos no trimestre, de R$ 10,95 bilhões para R$ 10,88 bilhões.
Para Utsch, o resultado do primeiro trimestre é suficiente para provocar uma onda de revisões, no mercado, para os próximos balanços da empresa. “Isso tende a provocar um fluxo positivo para a ação nos próximos 6 a 12 meses.”
Embora os números recentes tenham gerado uma maré de otimismo para a companhia, as expectativas eram bem diferentes até antes do resultado, com a ação andando praticamente de lado nos últimos 10 anos e sofrendo com apostas contrárias do mercado.
Antes do pregão, as posições de aluguel em aberto correspondiam a cerca de 7% do free float da Ambev. “Então, a valorização de hoje tem um pouco de short squeeze, além da empolgação dos investidores”, diz Wagner.
Ruy Hungria, analista da Empiricus, explica que, além do cenário competitivo, fatores estruturais vinham pesando negativamente na percepção sobre o setor, como mudanças de costumes e até impactos de remédios de emagrecimento. “Nesse contexto, nos últimos anos, o mercado acabou ficando um pouco mais cético com o potencial de crescimento de resultados da Ambev.”
Hungria, porém, manteve recomendação neutra para os papéis, considerando que a empresa é negociada com múltiplos que considera elevados, de cerca de 15 vezes lucro. Quem também manteve recomendação neutra para os papéis foi o BofA, por entender que o cenário de custos segue preocupante até 2027.
Já os analistas do BTG Pactual, que tem recomendação neutra, admitiram que deverão revisitar a tese após a publicação do novo balanço, abrindo espaço para uma potencial recomendação de compra. O banco avalia que, neste trimestre, a Ambev entregou o “pacote completo”: preço forte, volumes melhores e expansão de margem, mesmo no período que deveria ser o mais difícil do ano em termos de custos.
“A competição vinha sendo um obstáculo importante até agora. Mas, se este trimestre servir de indicação, a Ambev pode estar navegando essa dinâmica de forma mais eficiente. O jogo de portfólio parece finalmente estar funcionando”, diz o BTG, em relatório.
Fonte ==> NEOFEED