Xeque-mate no joystick: xadrez invade o mundo do eSports

Xeque-mate no joystick: xadrez invade o mundo do eSports

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O xadrez, um dos jogos de tabuleiro mais antigos, se tornou uma sensação no mundo digital e foi incluído como modalidade oficial na Esports World Cup em 2025. A inclusão foi impulsionada pela popularidade da Chess.com, a maior plataforma de xadrez online do mundo, com 250 milhões de usuários.

A estreia do xadrez na competição foi marcada pela final entre Magnus Carlsen e Alireza Firouzja, com Carlsen vencendo.

O jogo chegou com força na copa mundial. Tanto que impactou o ranking das equipes, que agora dependem dos pontos de seus enxadristas. A premiação de US$ 1,5 milhão superou a de competições tradicionais, atraindo grandes estrelas e gerando uma audiência significativa.

A familiaridade do xadrez facilita a atração de novos espectadores para os eSports. Para a próxima edição, Carlsen já está garantido, enquanto outros participantes serão classificados por torneios online e presenciais.

Além disso, o xadrez fará parte da Esports Nations Cup, promovendo a representação nacional.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Com raízes que remontam a 1,5 mil anos, o xadrez é um dos jogos de tabuleiro mais antigos do mundo e se tornou símbolo dos avanços tecnológicos, quando o Deep Blue, inteligência artificial da IBM, derrotou o campeão mundial Garry Kasparov em uma partida histórica no final da década de 1990.

Hoje, o xadrez e o mundo digital estão mais próximos do que nunca. Em 2025, o jogo entrou como modalidade oficial da Esports World Cup, uma das maiores competições de eSports do planeta, realizada anualmente desde 2024 na Arábia Saudita. A última edição atraiu 3 milhões de visitantes ao Boulevard Riyadh City, complexo de entretenimento na capital saudita.

A inclusão foi consequência natural da digitalização do jogo, impulsionada principalmente pela popularidade da Chess.com, a maior plataforma de xadrez online do mundo. Das 600 milhões de pessoas que praticam o esporte, 250 milhões são usuárias do site, de acordo com pesquisa da Federação Internacional de Xadrez (FIDE).

“Poucos anos atrás, a Chess.com tinha 100 milhões de usuários. Isso mostra a rapidez com que o jogo entrou no mainstream digital. Hoje, centenas de milhões estão jogando online e nas telas de seus celulares”, diz Fabian Scheuermann, chief games officer da Esports World Cup Foundation (EWCF), em entrevista ao  NeoFeed.

Na Esports World Cup, a estreia do xadrez foi marcada pela final entre o norueguês Magnus Carlsen e o iraniano-francês Alireza Firouzja, dois dos grandes nomes da modalidade atualmente. A disputa foi vencida por Carlsen, de 35 anos. Ele ganhou notoriedade ainda adolescente, quando, aos 13 anos, empatou uma partida contra Kasparov.

O xadrez chegou à Esports World Cup com força. As equipes que buscam pontuar no ranking Club Championship, baseado na soma dos resultados de todas as modalidades, agora dependem dos pontos conquistados por seus enxadristas.

Na competição de 2025, Carlsen competiu pela Team Liquid, uma das organizações mais tradicionais no universo dos eSports. De origem holandesa, a equipe foi fundada em 2000 e possui representantes em diversas modalidades ao redor do mundo.

No Brasil, a Team Liquid mantém um centro de treinamento na capital paulista, que serve para alojamento e desenvolvimento de seus atletas.

“O sucesso alcançado por esses clubes permite que eles invistam ainda mais em suas divisões de xadrez, o que inspira outros times a buscar grandes talentos, criando mais oportunidades competitivas e profissionais para jogadores de alto nível e novos talentos ao redor do mundo”, afirma Scheuermann.

Para reunir as maiores estrelas da modalidade, a Esports World Cup ofereceu uma premiação de US$ 1,5 milhão para o torneio de xadrez — valor que supera o de competições tradicionais, como o Norway Chess e o Tata Steel Chess Tournament, que distribuem cerca de € 300 mil e € 200 mil (algo em torno de US$ 230 mil e US$ 350 mil), respectivamente.

A relevância da competição dentro do circuito global de xadrez também ficou evidente pela audiência. Segundo Scheuermann, o torneio acumulou mais de 3 milhões de horas assistidas, com pico de cerca de 245 mil espectadores simultâneos, tornando-se o segundo campeonato de xadrez mais visto do ano.

O norueguês Magnus Carlsen sagrou-se campeão do primeiro torneio de xadrez da Esports World Cup

Pelo primeiro lugar, Carlsen ganhou US$ 250 mil. Já Firouzja, US$ 190 mil

Nas partidas entre Kasparov e a IA Deep Blue, uma pessoa movimentava as peças conforme os movimentos da máquina em um computador

O enxadrista brasileiro Luís Paulo Supi é esperado na Esports World de 2026

Se a visibilidade e a premiação milionária foram determinantes para atrair algumas das maiores estrelas do eSports para o torneio de Riad, a inclusão do xadrez representa não apenas a chance de incorporar os fãs de mais uma modalidade ao circuito, mas também de quebrar barreiras e servir de ponte para atrair um novo tipo de espectador para os eSports.

“O xadrez é um daqueles jogos que quase todo mundo entende em algum nível. Essa familiaridade facilita para novos espectadores e fãs de eSports se envolverem com o evento sem precisar aprender um conjunto totalmente novo de regras”, explica o executivo.

Para a Copa deste ano, prevista para ocorrer entre julho e agosto, novamente em Riad, Carlsen é o único jogador com vaga garantida na competição.

Os demais participantes serão classificados por meio de torneios do Chess.com, como Speed Chess Championship, do Chess.com Global Championship, e do ranking do Champions Chess Tour. Também haverá classificatórias presenciais realizadas na capital saudita.

Há a expectativa de que o grande mestre brasileiro Luís Paulo Supi, que já venceu Magnus Carlsen, participe da competição.

Além da presença do xadrez pelo segundo ano consecutivo no torneio da Arábia Saudita, a Esports World Cup Foundation confirmou que a modalidade também fará parte da Esports Nations Cup, um novo campeonato organizado pela entidade. No torneio, os competidores representarão seus países, em vez de equipes de eSports.

A disputa deve reunir 128 jogadores, divididos em seleções nacionais. Segundo a organização, a Copa deve ampliar a presença de jogadores de diferentes regiões e criar novas narrativas dentro do calendário competitivo do xadrez.



Fonte ==> NEOFEED

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