Bioeconomia terá R$ 350 milhões do Fundo Amazônia – 01/04/2026 – Economia

Bioeconomia terá R$ 350 milhões do Fundo Amazônia - 01/04/2026 - Economia

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima assinou nesta quarta-feira (1º) os primeiros três convênios para projetos de bioeconomia e de inovação na região amazônica no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), lançado pela ministra Marina Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin também nesta quarta, em Brasília (DF).

Os recursos, que somam R$ 357 milhões, virão do Fundo Amazônia e atenderão, por meio de três convênios, 5.500 famílias e 60 instituições de ciência e tecnologia.

Os projetos são ligados ao cooperativismo, à implantação de sistemas agroextrativistas em áreas degradadas, à compra de equipamentos e máquinas e ao fortalecimento de cadeias como as do açaí, babaçu, castanhas e cupuaçu.

De saída do ministério para ser candidata ao Senado nas eleições em outubro –a legislação exige a desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos–, Marina repetiu uma frase citada por ela na posse de que “é melhor o final das coisas do que o começo”.

“Posso dizer que agora o melhor está sendo o final”, disse. “Por tudo que a gente construiu e ainda vai fazer”.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o PNDBio integra políticas de produção, inovação, financiamento e conservação. Ao todo, o plano tem 21 metas e 185 ações estratégicas que deve garantir competitividade às práticas de bioeconomia, gerar empregos e promover o uso sustentável de recursos biológicos.

Um dos convênios assinados nesta quarta envolve o trabalho da Cooperacre, uma cooperativa de extrativistas e agricultores familiares do Acre que é referência em produção agrícola sustentável e sistemas integrados.

Entre as metas ligadas diretamente ao desenvolivemento da bioeconomia, o pleno prevê que até 2035 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa em recuperação estarão integrados a cadeias que gerem renda aos povos tradicionais. Nesse percurso, ao menos 30 territórios de restauração deverão ser consolidados como polos de bioeconomia.

Em outra frente coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a meta é chegar, também até 2035, a 300 mil o número de beneficiário de pagamentos por serviços ambientais prestados. Hoje são 71,8 mil pessoas entre os os povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares.

O plano de bioeconomia foi desenvolvido ao longo de dois anos e foi corrdenado pelas pastas do Meio Ambiente, Fazenda e Indústria. O fio condutor da iniciativa é a integração de agricultura, florestas, indústria, energia, ciência e inovação.



Fonte ==> Folha SP

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