Pine cria operação de mercado de capitais para avançar além do crédito no balanço

sócios da Pine Mercado de Capitais (da esq. para direita): Bruno Brostoline, Guilherme Gatto e Rafael Amaral

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O Banco Pine está diversificando suas operações com a criação do Pine Mercado de Capitais, focado na originação, estruturação e distribuição de operações de dívida. A nova área visa oferecer soluções de funding, atuando com instrumentos como debêntures, CRIs, CRAs e FIDCs. Guilherme Gatto lidera a operação, que busca complementar a carteira de crédito corporativo do banco, que atualmente é de cerca de R$ 7 bilhões.

O objetivo é realizar entre R$ 2 bilhões e R$ 5 bilhões em ofertas nos próximos anos, focando em soluções personalizadas para médias e grandes empresas. O mercado de crédito privado no Brasil está em expansão, com um aumento significativo no volume de ofertas e no patrimônio dos fundos de crédito. O Pine também pretende explorar oportunidades para emissores menos habituais, oferecendo instrumentos que eles ainda não utilizaram.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

O Banco Pine, com ampla atuação em crédito empresarial, está diversificando seus negócios com a criação da vertical Pine Mercado de Capitais. A frente, dedicada à originação, estruturação e distribuição de operações de dívida, busca reforçar a oferta de soluções de funding para sua base de clientes e capturar uma fatia maior do avanço do crédito privado no Brasil.

A nova operação nasce com foco em crédito estruturado, securitização de recebíveis e sindicalização de empréstimos. Na prática, a plataforma vai atuar com instrumentos como debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), notas comerciais e operações sindicalizadas. Pelo desenho montado pelo banco, a ideia é reunir originação, estruturação e distribuição em uma só engrenagem.

O movimento também marca a chegada de Guilherme Gatto ao Pine, que lidera a nova área como sócio, e tem ao seu lado Rafael Amaral e Bruno Brostoline na operação montada no modelo de partnership.

“O meu trabalho aqui é muito mais uma continuação de estratégias do banco de diversificação de fontes de receita e de maior oferecimento de produtos e soluções de funding para os nossos clientes,” disse Guilherme Gatto, head de DCM da Pine Mercado de Capitais, em entrevista ao NeoFeed.

Com mais de 25 anos de atuação em crédito e foco histórico no atacado, o Pine quer usar essa base como ponto de partida para crescer na nova avenida. O banco tem uma carteira de crédito corporate de cerca de R$ 7 bilhões, relacionamento com aproximadamente mil grupos econômicos e uma rede de quase 40 profissionais de relacionamento atendendo empresas com produtos de crédito, tesouraria, câmbio, derivativos e aplicações financeiras.

Agora, a proposta é completar esse cardápio com instrumentos que fiquem fora do balanço do banco, mirando médias e grandes empresas, gerando cross sell entre as operações. O pipeline inicial da nova área já está sendo formado.

Segundo Gatto, há operações em fase de estruturação nos setores de agronegócio, energia, serviços, indústria de transporte e logística. A expectativa é levar esses negócios ao mercado nos próximos meses.

A meta do banco é entre dois e quatro anos fazer entre R$ 2 bilhões e R$ 5 bilhões em ofertas.

A aposta do Pine é que há espaço para se diferenciar em um mercado que se tornou mais povoado, inclusive com a entrada de assessorias de investimentos, boutiques e bancos médios no negócio de debt capital markets (DCM). Em vez de disputar escala pura com os grandes bancos, a estratégia é vender customização.

“A gente vai focar em entregar soluções que estão fora do radar dos clientes. São operações que a gente gosta de chamar de tailor-made”, disse Gatto.

Essa lógica passa por escolher, caso a caso, o instrumento mais eficiente para cada empresa. Em boa parte das operações o próprio Pine deverá entrar como âncora junto aos investidores, participando da alocação.

Bruno Brostoline, Guilherme Gatto e Rafael Amaral: sócios da Pine Mercado de Capitais (da esq. para a dir.)

Hoje, na visão do banco, um veículo aparece com mais destaque nessa vitrine: o FIDC.

O avanço do instrumento acontece devido à busca das empresas por alternativas para securitizar recebíveis e alongar prazos quanto ao amadurecimento regulatório, como a Resolução 175 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que trouxe mais transparência.

A leitura por trás dessa aposta é que o mercado brasileiro de crédito privado segue em expansão, mesmo com oscilações de juros e mudanças regulatórias, como a restrição de lastro para CRIs e CRAs.

Para Gatto há três pilares para sustentar essa visão: o crescimento do volume de ofertas públicas de renda fixa, a expansão do patrimônio dos fundos com mandato de crédito e o avanço do mercado secundário.

Ele afirmou que o estoque de fundos focados em crédito privado saiu de algo entre R$ 700 bilhões e R$ 800 bilhões, há cinco ou seis anos, para cerca de R$ 2,5 trilhões hoje. Também destacou a diversificação dos mandatos, com espaço para estratégias high grade, special situations, agro e real estate.

Na mesma linha, disse que o mercado secundário passou de negociações mensais na faixa de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões para um volume de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões por mês.

“Quando você olha a quantidade de ofertas públicas sendo emitidas ano a ano, aumentando, a captação dos fundos crescendo pra caramba, renda fixa e o mercado secundário bem mais ativo, sim, a gente tem total confiança de que esse mercado só vai crescer,” afirmou.

Essa expansão também está abrindo espaço para emissores menos habituados ao mercado. Gatto diz que o foco do Pine não é, necessariamente, fazer da estreia de novas companhias em captações de mercado o eixo central da operação. Mas admite que, dentro do pipeline em análise, há empresas que nunca acessaram determinados instrumentos e que podem passar a usar essas soluções pela primeira vez.

“Talvez o que a gente tenha mais não seja a primeira emissão de mercado de capitais, mas talvez a primeira emissão de mercado de capitais de algum instrumento que a empresa não fez ainda”, afirma ele.



Fonte ==> NEOFEED

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