Quanto tempo demora para zerar Crisol Theater of Idols? Criador revela duração

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Novo jogo independente publicado pela Blumhouse, Crisol: Theater of Idols vem chamando atenção por misturar ação intensa em primeira pessoa, terror atmosférico e uma identidade fortemente inspirada em História, religião e folclore. Ambientado em uma versão sombria da Espanha, o jogo aposta em uma proposta menos óbvia do que o rótulo “terror” costuma sugerir — e isso vale tanto para sua jogabilidade quanto para sua duração.

Durante uma entrevista ao Voxel, David Carrasco, CEO e cofundador da Vermila Studios, comentou sobre o escopo do projeto e as expectativas em torno da experiência. Segundo ele, o estúdio trabalhou por mais de cinco anos em Crisol, lapidando uma campanha que busca equilíbrio entre ritmo, narrativa e exploração.

Além de responder quanto tempo leva para zerar o jogo, Carrasco também falou sobre as inspirações por trás do gameplay, os temas centrais da história e o que esperar da jornada na pele do soldado Gabriel. Confira mais detalhes a seguir!

Quanto tempo leva para zerar Crisol: Theater of Idols?

A duração da campanha de Crisol: Theater of Idols segue o padrão de jogos de terror do mesmo estilo, explica o CEO. Segundo David Carrasco, “o jogo tem uma duração de 10 a 12 horas, o que é muito comum para jogos desse gênero”. 

A estimativa considera o caminho principal da campanha, focado na progressão narrativa e nos confrontos mais importantes. Além disso, o título também conta com conteúdo opcional, que amplia a experiência para quem quiser ir além.

Carrasco acrescenta que “os jogadores podem tentar descobrir todas as histórias opcionais que podem ter perdido, além de encontrar todos os colecionáveis e completar as diferentes conquistas”, o que deve aumentar consideravelmente o tempo total de jogo para os mais completistas. Durante nossos testes antecipados, notamos que o jogo possui diferentes tipos de dificuldade e segredos escondidos, o que deve agradar fãs de franquias como Resident Evil.

Projeto independente apoiado pela Blumhouse

Desenvolvido ao longo de mais de meia década, Crisol: Theater of Idols também marca a consolidação da Vermila Studios como estúdio. Carrasco explica que o projeto nasceu de forma colaborativa antes da fundação oficial da empresa, que atualmente conta com cerca de 20 pessoas.  

Foi a partir desse momento que o desenvolvimento do jogo ganhou estrutura e planejamento de longo prazo. Segundo o CEO do estúdio, “desde então, iniciamos o desenvolvimento de Crisol e, em 2024, fechamos o acordo de publicação com a Blumhouse Games”, parceria que ajudou a dar visibilidade internacional ao projeto sem interferir na identidade criativa do estúdio.

Apesar de carregar o selo da Blumhouse, conhecida por suas produções de terror no cinema, Crisol aposta em uma abordagem menos tradicional do gênero. Carrasco explica que o horror funciona mais como base atmosférica do que como elemento central da jogabilidade. 

“A Blumhouse cria filmes — e agora jogos — focados em sensações como tensão, estresse e escuridão, e viu em Crisol um conceito original que usa o terror como componente narrativo”, comenta. No gameplay, as principais referências vêm de franquias consagradas. 

Segundo o executivo, “Resident Evil é uma grande inspiração em termos de jogabilidade e sensações, enquanto BioShock influenciou especialmente a construção de mundo e a forma de contar a história”, combinação que ajuda a explicar o foco em ação, exploração e ambientação detalhada.

Sangue, sacrifício e fé moldam a narrativa de Gabriel

Um dos aspectos mais marcantes do jogo está no protagonista e em suas habilidades: Gabriel usa seu sangue, que recebe poderes sagrados de um deus, para aniquilar seus inimigos. Carrasco esclarece que a narrativa segue um caminho diferente do esperado para jogos de tiro em primeira pessoa.

O conceito central gira em torno da ideia de sacrifício religioso. “Gostamos de trabalhar com a noção de como você se sacrifica pelo seu Deus para enfrentar dificuldades, expressar gratidão ou demonstrar fé”, afirma. Em Crisol, essa ideia se traduz de forma literal, já que o personagem usa o próprio sangue como arma, colocando a própria vida em risco para cumprir a missão divina do Deus Sol.

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Mais do que sustos ou ação constante, a proposta da Vermila Studios é oferecer uma jornada emocional mais ampla. Carrasco afirma que a equipe não queria limitar a experiência a um único sentimento. “Achamos que precisávamos compartilhar mais de uma emoção durante o jogo, então o jogador deve sentir tristeza, alegria, horror, tensão e até comédia”, destaca.

A expectativa é que essa variedade emocional ajude a fortalecer o vínculo do jogador com o universo criado. Segundo o CEO, a ideia é que, ao final da campanha, “os jogadores saiam da aventura com uma jornada emocional mais completa e com vontade de descobrir mais sobre o universo de Crisol, Gabriel e os personagens de Tormentosa”, deixando espaço para novas histórias no futuro.

Crisol: Theater of Idols chega em 10 de fevereiro no PC, PS5 e Xbox Series S e X. Uma demonstração grátis já está disponível no computador. E aí, você vai dar uma chance ao game?



Fonte ==> TecMundo

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