Alisson corre contra para voltar ao gol da seleção – 24/05/2026 – Esporte

Goleiro com uniforme verde e calça azul agacha-se no campo segurando uma bola de futebol com as duas mãos, focado na ação. Fundo desfocado com publicidade colorida.

Dono do gol da seleção brasileira há mais de uma década, Alisson Becker, 33, assumiu o posto de camisa 1 da formação nacional em meados de 2015, no lugar de Jefferson, do Botafogo, quando Dunga ainda era o treinador da equipe.

Reconhecido por ter ótimo posicionamento sob as traves e por crescer na frente dos atacantes em duelos de um contra um, o gaúcho de Novo Hamburgo seguiu como dono inconteste da posição ao longo de toda a era Tite.

Atuou nos cinco jogos da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, até a eliminação nas quartas de final, para a Bélgica, e em quatro partidas na de 2022, no Qatar, quando o Brasil caiu novamente nas quartas de final, diante da Croácia —ele não jogou apenas na última partida da fase de grupos, na derrota para Camarões, quando a seleção já estava classificada para a fase subsequente.

No período, também venceu o título da Copa América de 2019, em edição realizada no Brasil, com vitória por 3 a 1 sobre o Peru na decisão, no Maracanã.

Com a saída de Tite, Alisson chegou a ficar no banco de reservas durante a curta passagem do interino Ramon Menezes, mas reassumiu a titularidade com Fernando Diniz, e a manteve com Dorival Júnior.

Foi também o escolhido por Carlo Ancelotti como o principal guarda-meta da seleção brasileira. Um dos mais experientes do grupo, chegou a assumir a braçadeira de capitão no último duelo das Eliminatórias, contra a Bolívia.

A partida contra os bolivianos na altitude de El Alto, a 4.150 metros acima do nível do mar —que terminou com a vitória dos donos da casa—, em setembro de 2025, foi a última do goleiro do Liverpool com a camisa da seleção.

Tendo de lidar com um histórico de problemas musculares na coxa que o persegue desde a temporada 2023/24, Alisson voltou a sentir uma lesão na região em jogo pela segunda rodada da fase de grupos da Champions League, contra o Galatasaray.

Precisou ficar cerca de 50 dias afastado, o que o fez perder os últimos amistosos da seleção brasileira em 2025, primeiro contra Coreia do Sul e Japão, depois contra Senegal e Tunísia.

Bento, Hugo Souza e Ederson foram os substitutos escolhidos, sem que nenhum deles tenha conseguido convencer a comissão técnica —os dois primeiros não entraram na relação de convocados para a Copa do Mundo, e o terceiro, reserva imediato nos dois últimos Mundiais, vive fase ruim no Fenerbahçe, da Turquia, com falhas, expulsões e críticas de torcedores. E Weverton, do Grêmio, a surpreendente escolha de Ancelotti como terceiro goleiro, não entra em campo pela seleção brasileira há mais de três anos.

De volta à meta do Liverpool no fim de novembro, o goleiro revelado na base do Internacional e com passagem pela Roma fez a diferença quando esteve disponível, com defesas difíceis em partidas da Champions League e do Campeonato Inglês.

No entanto, sofreu mais uma lesão muscular na coxa no dia 18 de março, em novo confronto do Liverpool com o Galatasaray, desta vez pelas quartas de final da Champions. Teve de ficar mais de dois meses afastado.

A lesão o fez perder mais dois jogos do Brasil no início de 2026, contra França e Croácia. Nesses jogos, Ederson e Bento se revezaram no gol.

Alisson voltou a ser relacionado pelo técnico do Liverpool, o holandês Arne Slot, apenas neste domingo (24), em duelo pela última rodada da Premier League, contra o Brentford.

Pouco acionado, fez apenas uma defesa durante a partida, e não teve culpa no gol de empate do Brentford, do alemão Kevin Schade, de cabeça.

Foi o último compromisso antes da apresentação na Granja Comary, em Teresópolis, na quarta-feira (27), junto com os demais convocados —exceção feita a Marquinhos, do PSG, e Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, do Arsenal, que disputam a final da Champions, no dia 30 de maio, em Budapeste, na Hungria.

O goleiro terá agora poucos dias para recuperar o ritmo de jogo antes dos últimos amistosos preparatórios contra o Panamá, no dia 31, no Maracanã, e contra o Egito, no dia 6, no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Durante o anúncio de convocação para a Copa, Ancelotti se mostrou tranquilo em relação ao seu goleiro titular. “Alisson está voltando de lesão, mas está bem. Deve jogar o próximo jogo e terá tempo para estar 100%”, afirmou o treinador.

A estreia do Brasil no Mundial está programada para 13 de junho, no que deve ser o confronto mais difícil do Brasil na fase de grupos, contra o Marrocos do lateral-direito Achraf Hakimi, do PSG, no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos arredores de Nova Jersey.

Após a estreia, o Brasil ainda joga no dia 19 de junho, contra o Haiti, na Filadélfia, e encerra sua participação na fase de grupos contra a Escócia, no dia 24, em Miami.



Fonte ==> Folha SP

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